26 de dezembro de 2010
24 de dezembro de 2010
"...e paz na terra aos homens e mulheres..."
Queridas amigas, queridos amigos!
Quero agradecer-lhes pelo carinho e manifestações de apoio gratuitos que recebi de vocês neste 2010. Estou muito feliz por completar este ano de muito trabalho e realizações em minha vida.
Agradeço, profundamente, as pessoas que caminharam comigo durante o processo eleitoral deste ano, que coroou o Governo Lula, elegendo uma mulher para presidir o Brasil pela primeira vez, a companheira Dilma Rousseff.E o Natal... ah, o Natal, muitas vezes festejado sem o seu real sentido... que ele possa invadir nossos lares para refletirmos a humilde mensagem do presépio de Belém, onde o mais poderoso nasce como o mais simples dentre nós, num cocho de animais, porque "não havia lugar para eles".
Que Deus possa visitar a cada um de vocês, revestindo-vos de alegria, força e coragem para enfrentar os desafios de 2011.
21 de dezembro de 2010
O que significa "emasculação radical rasa púbica"?
A última do Governador André foi um tanto engraçada. Este humilde vereador pode não ser um brilhante parlamentar, mas tem buscado cumprir seu papel de fiscalizador e propositor de projetos e ações que venham melhorar a vida da população.
Ao procurar responder por meus atributos, as vezes sou acusado de fazer uma oposição "áspera" ao prefeito e ao governador.
Sendo da oposição, o teor de minhas críticas, comedidas ao meu ver, acabam incomodando o governador, que poderia sugerir algo diferente, quando ameaçou fazer-me uma intervenção cirúrgica chamada de "emasculação radical rasa supra púbica" (castração do pênis e escroto).
Se o objetivo era brincar num ato público (não púbico) manifestando seu desejo de castrar-me, me pergunto o porque do incomodo com meu órgão sexual, se meu "problema" está no falar?
O governador André tem de se lembrar de suas atuais atribuições, uma delas, garantir o pleno funcionamento do Hospital Regional de Nova Andradina. Sobre sua antiga profissão, a medicina, André deveria ao menos tratar-lhe com dignidade, respeitando seus pares ao invés de chamá-los de vagabundos, como o fez recentemente.
16 de dezembro de 2010
Wikileaks, por favor, revele-nos os arquivos da ditadura.
Nessa semana a OEA (Organização dos Estados Americanos) condenou o Brasil por não ter investigado os crimes cometidos por militares durante a Guerrilha do Araguaia. A decisão foi tomada pela Corte Interamericana de Direitos Humanos e determinou a punição dos torturadores e assassinos que agiram contra os guerrilheiros. Enquanto isso, não há pressão nenhuma de nossa imprensa contra a justiça brasileira, muito menos ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, que depois da sentença tratou rapidamente de acalmar os ânimos dentro das Forças Armadas, explicando a imprensa que o Brasil é um país pacífico e avesso a conflitos.
Com o Governo Lula, liderado pelo PT, se esperava uma ofensiva clara em direção a punição de criminosos da repressão. Até ensaiou-se decretar as linhas gerais traçadas pelo 3º Programa Nacional de Direitos Humanos, no inicio de 2010, onde se previa a criação de uma comissão da verdade para apurar os crimes da "repressão política" da ditadura militar. Foi o que bastou para desatar a fúria da direita e da mídia, que acusaram a medida de fomentar o "revanchismo", e o Governo Lula recuou.
Os crimes bárbaros que a ditadura cometeu permanecem impunes porque o Brasil teme os militares e sua própria imprensa teve participação efetiva não somente na omissão dos crimes, como também na prática dos mesmos.
Uma pena. Até porque, ainda hoje ninguém sabe o destino dos desaparecidos, onde estão enterrados, quem os matou e por quê.
Uma pena. Até porque, ainda hoje ninguém sabe o destino dos desaparecidos, onde estão enterrados, quem os matou e por quê.
O governo Lula termina silencioso a esse respeito. Dilma, que sofreu o diabo nas mãos dos militares não pode seguir pelo mesmo caminho. Enquanto isso não vir a tona, resta-nos esperar pela coragem dos diretores do WikiLeaks para que estes crimes sejam revelados algum dia em nosso país.
12 de dezembro de 2010
UEMS padecerá sem autonomia financeira.
No último dia 9, quinta-feira, participamos de uma Audiência Pública em Campo Grande, convocada pelo deputado Pedro Kemp, que discutiu a importância da UEMS para o desenvolvimento de MS. Em maioria dentre os participantes, diversos professores e professoras puderam expor suas opiniões. Na avaliação dos mesmos, a perda da garantia desse repasse percentual prejudicou o desenvolvimento das atividades universitárias e expõe a UEMS aos mandos e desmandos do Governo André.
Pelo que pesquisamos, do contrário do que diz o Governo Estadual e sua tropa de choque, a autonomia universitária é consagrada na Constituição Federal e é uma conquista da democracia, como importante forma de garantir que as universidades não sofram interferências político-partidárias, resguardando suas diretrizes didático-científicas, administrativas e de gestão financeira e patrimonial.
Nosso Mandato, representando os Vereadores de MS, ao compor a Mesa de autoridades se posicionou favorável à liberdade da instituição, pelo retorno da Lei da Autonomia, o que devolveria à UEMS a imunidade às ingerências políticas, tão presentes no atual governo. Ainda propomos a criação de uma Frente Parlamentar de Vereadores pelo fortalecimento da UEMS, reunindo parlamentares das 15 Cidades sedes de Unidades de Ensino Superior, no intuito de pressionar seus prefeitos, deputados estaduais e federais e Senadores para atuarem de modo incisivo em prol da UEMS.
Existindo a garantia Legal, mesmo que o Governo não cumpra o repasse, não mais se colocará a Universidade de joelhos, em patamar de humilhação junto aos pés do Governador, mas sim, se questionará na Justiça o que lhe é direito constitucional.
Existindo a garantia Legal, mesmo que o Governo não cumpra o repasse, não mais se colocará a Universidade de joelhos, em patamar de humilhação junto aos pés do Governador, mas sim, se questionará na Justiça o que lhe é direito constitucional.
3 de dezembro de 2010
Camila, Camila e os 16 dias de ativismo pela não violência a mulher
'Camila, Camila', um clássico do pop rock brasileiro que expressa o motivo da campanha pela não violência a mulher nos ajuda a fazer esta reflexão.
"A música (Camila, Camila do disco Nenhum de Nós) veio de uma história real de uma menina que a gente conhecia na época (1985). Ela estava passando por uma situação de abuso e violência com o namorado. Mas nosso discurso é subliminar e por isso não é pesado. Acho importante num país como o Brasil fazer músicas desse tipo. Aqui é mais confortável fazer letras que estimulem o sexismo ou utilizem violência como ingrediente. Na real, acho que ninguém fala de abuso porque não vende. A questão está no que cada um acredita e quer."
Thedy Corrêa, vocalista do Nenhum de Nós
(Texto extraído da matéria Dormindo com o inimigo, publicada na edição 25 da Revista MTV. Maio/2003)
Leia, cante e reflita!
"Depois da última noite de festa
Chorando e esperando amanhecer, amanhecer
As coisas aconteciam com alguma explicação
Com alguma explicação
Depois da última noite de chuva
Chorando e esperando amanhecer, amanhecer
Às vezes peço a ele que vá embora
Que vá embora
Camila, Camila, Camila(...)
Eu que tenho medo até de suas mãos
Mas o ódio cega e você não percebe
Mas o ódio cega
E eu que tenho medo até do seu olhar
Mas o ódio cega e você não percebe
Mas o ódio cega
A lembrança do silêncio
Daquelas tardes, daquelas tardes
Da vergonha do espelho
Naquelas marcas, naquelas marcas
Havia algo de insano
Naqueles olhos, olhos insanos
Os olhos que passavam o dia
A me vigiar, a me vigiar
E eu que tinha apenas 17 anos
Baixava a minha cabeça pra tudo
Era assim que as coisas aconteciam
Era assim que eu via tudo acontecer"
"A música (Camila, Camila do disco Nenhum de Nós) veio de uma história real de uma menina que a gente conhecia na época (1985). Ela estava passando por uma situação de abuso e violência com o namorado. Mas nosso discurso é subliminar e por isso não é pesado. Acho importante num país como o Brasil fazer músicas desse tipo. Aqui é mais confortável fazer letras que estimulem o sexismo ou utilizem violência como ingrediente. Na real, acho que ninguém fala de abuso porque não vende. A questão está no que cada um acredita e quer."
Thedy Corrêa, vocalista do Nenhum de Nós
(Texto extraído da matéria Dormindo com o inimigo, publicada na edição 25 da Revista MTV. Maio/2003)
Leia, cante e reflita!
"Depois da última noite de festa
Chorando e esperando amanhecer, amanhecer
As coisas aconteciam com alguma explicação
Com alguma explicação
Depois da última noite de chuva
Chorando e esperando amanhecer, amanhecer
Às vezes peço a ele que vá embora
Que vá embora
Camila, Camila, Camila(...)
Eu que tenho medo até de suas mãos
Mas o ódio cega e você não percebe
Mas o ódio cega
E eu que tenho medo até do seu olhar
Mas o ódio cega e você não percebe
Mas o ódio cega
A lembrança do silêncio
Daquelas tardes, daquelas tardes
Da vergonha do espelho
Naquelas marcas, naquelas marcas
Havia algo de insano
Naqueles olhos, olhos insanos
Os olhos que passavam o dia
A me vigiar, a me vigiar
E eu que tinha apenas 17 anos
Baixava a minha cabeça pra tudo
Era assim que as coisas aconteciam
Era assim que eu via tudo acontecer"
2 de dezembro de 2010
IPTU: presente de Natal do nova-andradinense
Como presente de Natal antecipado, o Prefeito conseguiu aprovar na Câmara de Vereadores por 7 votos, em regime de urgência especial, seu projeto que reajusta o Imposto sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana – IPTU. Sandro Hoici e este vereador fomos contrários. Com a aprovação da Lei, muda a fórmula que determina a base de cálculo do IPTU, o que aumenta de maneira considerável o valor do tributo, afetando a maior parte da população, principalmente os comerciantes.
Hoici, companheiro de legislatura, contrário ao aumento, explicou que houve pouco tempo para a análise. “A população já está cansada de tanto imposto, e aprovar um projeto oneroso sem antes consultar quem vai ser afetado, não é uma maneira verdadeiramente democrática de decisão”, disse o democrata.
O atual código tributário, durante 21 anos vinha sendo remendado para se adaptar as necessidades e a realidade do município. Dada as discrepâncias do valor de mercado com a base de cálculo do valor venal dos imóveis, estava claro a necessidade de reforma do código, entretanto, se o cálculo não condizia com a realidade, o peso da culpa não é população, que agora é obrigada a pagar sozinha a omissão das administrações anteriores. Sandro e eu, defendíamos mais tempo para a discussão, para poder sugerir maneiras progressivas e mais amenas para efetuar essa reforma. Com a mudança na Lei, os próximos reajustes, segundo a redação do Art.7º, §5º, poderá ser realizado por meio de Decreto do Executivo, ou seja, os reajustes poderão ser feitos por decisão apenas do prefeito, sem consultar os vereadores.
26 de novembro de 2010
A "Cadeira Vazia"
Justificando a cadeira vazia deixada pelo Executivo Municipal na Audiência Pública em Nova Casa Verde, a assessoria de imprensa oficial se utilizou de um longo texto para tentar desvirtuar os objetivos da atividade do Legislativo realizada na semana passada.
Além de ausentar-se do debate, o Prefeito Gilberto faltou com respeito à Casa de Leis ao permitir a publicação de matéria oficial afirmando que a Audiência Pública foi fabricada para iludir e falsear informações, manipulando a opinião pública local com intenções eleitoreiras.
Saiba o Prefeito que o desejo pela emancipação de Nova Casa Verde não é mero interesse pessoal, trata-se de um anseio da esmagadora maioria de seus moradores.
A audiência pública é um importante mecanismo da democracia que visa resolver impasses, logo, não se trata de um jogo de cartas marcadas ou de soluções prontas, muito menos de um certame com vencedores e derrotados, e sim, uma oportunidade de reunir os atores envolvidos no processo.
Aquiesçamos num ponto, Senhor Prefeito: oportunistas, aventureiros, aproveitadores e mentirosos, são os que se utilizam de recursos eleitoreiros ou de promessas apresentadas às vésperas de eleições, como sempre fizeram à população de Nova Casa Verde. Portanto, qualquer acusação contra nosso Mandato neste sentido, é leviana e irresponsável, já que, a audiência pública foi realizada há 45 dias depois do 1° turno das eleições, fato raro no mundo político, quando tudo se "resolve" em vésperas de eleição.
Se a cadeira do Executivo Municipal não estivesse vazia, a imprensa oficial não precisaria de nota pública para se eximir de culpa, desferindo ataques arbitrários. A Audiência Pública foi um momento de esclarecimentos, de sugestões sinceras, concretas, enfim, um encontro fraterno para mobilizar a comunidade local que iniciou ali uma caminhada nada fácil, mas que na luta diária se dará na iminente emancipação de Nova Casa Verde.
Leia também: http://vicentedopt.blogspot.com/2010/11/emancipacao-de-nova-casa-verde-desafios.html
20 de novembro de 2010
Chega de tolerância!
No país de maioria afro-descendente, sua minoria branca é a mais rica;
No país da maior democracia do Hemisfério Sul, na composição de seus congressistas, apenas 4% são negros;
No país do carnaval, na sua capital mais negra, nos principais blocos carnavalescos apenas 5% de seus abadás são para negros;
No país da impunidade, 78% de sua população carcerária é negra;
No país de milhões de analfabetos, 7% de estudantes de universidades púbicas são negros;
No país de 21 milhões de miseráveis, favelas são redutos da população negra;
No país da liberdade religiosa, afro-divindades são espíritos maus;
No país de maior mistura etnico-racial do mundo, cabelo tipo carapinha é cabelo ruim, pixaim;
No país de milhões de assalariados, na maioria, negros, segunda-feira é dia de branco;
No país que escravizou milhões de negros e indígenas no passado, passado ruim é passado negro ou "denegrido";
No país da hipocrisia, a Princesa Isabel é a redentora dos negros escravizados, já Zumbi, um subversivo;
No país de privilegiados brancos, cotas é crime constitucional;
No país da falta de consciência política, Consciência Negra é perigosa pois alimenta ódio racial;
Mesmo assim, a mídia nacional espalha que somos um país tolerante.
Mesmo que fôssemos tolerantes, este espírito de tolerância é o mesmo que suportarmos a convivência ao lado de quem nos incomoda, de quem nos faz mal.
Portanto, tolerar é muito pouco. Tolerar é ser indiferente, é ser omisso. Nossa sociedade precisa de um espírito muito mais genuíno, muito mais verdadeiro: o da fraternidade.
Um Brasil justo passa pelo respeito, e o respeito passa pela promoção incansável da igualdade de oportunidades.
19 de novembro de 2010
Emancipação de Nova Casa Verde: Desafios e Possibilidades
Dia 17 de Novembro de 2010 foi um dia para entrar para história do povo de Nova Casa Verde e adjacências. A audiência pública realizada pela Câmara de Vereadores de Nova Andradina, de minha propositura, protagonizada, organizada e presidida pelo então Vereador Edson Tolotti, meu suplente e companheiro de partido, reuniu todas as lideranças em torno de um grande projeto: a emancipação política e territorial de Nova Casa Verde, a Cidade Esperança, sugestão apresentada por Tolotti.
17 de novembro de 2010
ENEM e o 3° turno das eleições.
Desolada com o resultado das eleições, a mídia golpista e patronal fez do ENEM sua incansável tentativa de levar o Serra para um 3° turno das eleições presidenciais deste ano, mesmo com a surra aplicada pelo povo nas urnas - vitória de Dilma com vantagem de 12 milhões de votos, ou seja, soma de 10 vezes o eleitorado de MS. Porém, sabe-se que no processo eleitoral, por lei, não há 3° turno.
12 de novembro de 2010
Bem-vinda, Stellinha!!!
Que beleza... Titio pela segunda vez, quanta alegria... coisa linda, né?! Parabéns, mamãe Sandra! Você é uma pessoa abençoada e merece essa felicidade.
Que Deus abençõe minha sobrinha Stella Lichoti Avellar. Grande abraço a minha maninha Sandra e o cunhado Ricardo. Outra novidade, domingo tem noivado, não é Suelen?!
Que Deus abençõe minha sobrinha Stella Lichoti Avellar. Grande abraço a minha maninha Sandra e o cunhado Ricardo. Outra novidade, domingo tem noivado, não é Suelen?!
3 de novembro de 2010
Racismo e Xenofobia. Até quando?
Não queremos levantar nenhuma guerra de classes, mas o recente embate eleitoral e seu resultado escancarou o que já sabíamos existir no Brasil: o preconceito, o racismo e a xenofobia. Passada uma campanha baixa, nivelada a temas medievais, alimentada por supostos valores discutidos nos porões da internet e disseminados em forma de boataria em todos os cantos e rincões deste país, ainda temos que aturar o lamento dos que perderam.
19 de outubro de 2010
64 é logo aqui.
A sucessão presidencial deste ano escancarou um cenário equidistante a 1964 - Golpe Militar. Naquele ano, tínhamos um governo progressista de João Goulart, talvez, ideologicamente, um pouco mais ousado, todavia, não tão sólido como o de Lula, porém iguais no modus operandi, da mesma forma que as forças conservadoras, fortes e golpistas, continuam predominantes e organizadas, puxadas por setores retrogrados do agronegócio, da Igreja Católica, da mídia e de muitos juristas.
10 de outubro de 2010
Frei Betto: Dilma e a fé Cristã
A Folha de S. Paulo publica o artigo que segue de Frei Betto no Tendências e Debates.
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Em tudo o que Dilma realizou, falou ou escreveu, jamais se encontrará uma única linha contrária aos princípios do Evangelho e da fé cristã
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Conheço Dilma Rousseff desde criança. Éramos vizinhos na rua Major Lopes, em Belo Horizonte. Ela e Thereza, minha irmã, foram amigas de adolescência.
Anos depois, nos encontramos no presídio Tiradentes, em São Paulo. Ex-aluna de colégio religioso, dirigido por freiras de Sion, Dilma, no cárcere, participava de orações e comentários do Evangelho.
Nada tinha de “marxista ateia”. Nossos torturadores, sim, praticavam o ateísmo militante ao profanar, com violência, os templos vivos de Deus: as vítimas levadas ao pau-de-arara, ao choque elétrico, ao afogamento e à morte.
Em 2003, deu-se meu terceiro encontro com Dilma, em Brasília, nos dois anos em que participei do governo Lula. De nossa amizade, posso assegurar que não passa de campanha difamatória -diria, terrorista- acusar Dilma Rousseff de “abortista” ou contrária aos princípios evangélicos.
Se um ou outro bispo critica Dilma, há que se lembrar que, por ser bispo, ninguém é dono da verdade. Nem tem o direito de julgar o foro íntimo do próximo.
Dilma, como Lula, é pessoa de fé cristã, formada na Igreja Católica.
Na linha do que recomenda Jesus, ela e Lula não saem por aí propalando, como fariseus, suas convicções religiosas. Preferem comprovar, por suas atitudes, que “a árvore se conhece pelos frutos”, como acentua o Evangelho.
É na coerência de suas ações, na ética de procedimentos políticos e na dedicação ao povo brasileiro que políticos como Dilma e Lula testemunham a fé que abraçam.
Sobre Lula, desde as greves do ABC, espalharam horrores: se eleito, tomaria as mansões do Morumbi, em São Paulo; expropriaria fazendas e sítios produtivos; implantaria o socialismo por decreto… Passados quase oito anos, o que vemos? Um Brasil mais justo, com menos miséria e mais distribuição de renda, sem criminalizar movimentos sociais ou privatizar o patrimônio público, respeitado internacionalmente.
Até o segundo turno, nichos da oposição ao governo Lula haverão de ecoar boataria e mentiras. Mas não podem alterar a essência de uma pessoa. Em tudo o que Dilma realizou, falou ou escreveu, jamais se encontrará uma única linha contrária ao conteúdo da fé cristã e aos princípios do Evangelho.
Certa vez indagaram a Jesus quem haveria de se salvar. Ele não respondeu que seriam aqueles que vivem batendo no peito e proclamando o nome de Deus. Nem os que vão à missa ou ao culto todos os domingos. Nem quem se julga dono da doutrina cristã e se arvora em juiz de seus semelhantes.
A resposta de Jesus surpreendeu: “Eu tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; estive enfermo e me visitastes; oprimido, e me libertastes…” (Mateus 25, 31-46). Jesus se colocou no lugar dos mais pobres e frisou que a salvação está ao alcance de quem, por amor, busca saciar a fome dos miseráveis, não se omite diante das opressões, procura assegurar a todos vida digna e feliz.
Isso o governo Lula tem feito, segundo a opinião de 77% da população brasileira, como demonstram as pesquisas. Com certeza, Dilma, se eleita presidente, prosseguirá na mesma direção.
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FREI BETTO, frade dominicano, é assessor de movimentos sociais e escritor, autor de “Um homem chamado Jesus” (Rocco), entre outros livros. Foi assessor especial da Presidência da República (2003-2004, governo Lula).
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